quarta-feira, 23 de maio de 2012

Seja o autor da sua história


"...tem dia que põe vírgula, tem dia que põe reticências, tem dia
que põe ponto final e tem dia que tem a necessidade de virar a
página. O tempo todo nós fazemos a experiência de escrever
a vida que somos nós, e o mais bonito: nós temos o direito
de escolher como vamos pontuar esse texto, porque DEUS
trabalha o tempo todo no nosso coração assim, para que a
gente aprenda a escrever, para que não venha ninguém 
escrever por nós e mesmo que alguém passe pela nossa
vida, que apenas deixe detalhes no seu texto porque o 
autor é você, e o mais bonito é que tudo está sendo 
inspirado por ELE."

(Pe. Fábio de Melo)

domingo, 6 de maio de 2012

Na plenitude do meu ser


"De repente, estou só. Dentro do parque, dentro do bairro,
dentro da cidade, dentro do estado, dentro do país, dentro
do continente, dentro do hemisfério, do planeta, do sistema
solar, da galáxia - dentro do universo, eu estou só. De 
repente. Com a mesma intensidade estou em mim. Dentro
de mim e ao mesmo tempo de outras coisas, numa 
sequência infinita que poderia me fazer sentir grão de
areia. Mas estar dentro de mim é muito vasto."

(Caio Fernando Abreu)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Quem eu sou...


"Talvez eu seja um pouco de tudo que já li. Um pouco de
tudo que o meu olhar já aprendeu do mundo. Um pouco
das belas músicas. Um pouco daqueles que me são queridos.
Um pouco de múltiplos sentimentos e algumas fraquezas.
Talvez eu seja um pouco do que você deixou em mim, mas
em essência, o muito da minha essência, é algo delicado
e misterioso..."

(Rubem Alves)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Depois de um tempo...


"Depois de um tempo, quando a sensibilidade incide, o nosso
entusiasmo se volta para dentro. Porque o nosso melhor se
movimenta. Depois de um tempo, quando tudo se reinventa
dentro da gente, você percebe que tudo o que é muito simples
e pequeno, tem uma beleza muito caprichosa. Por isso que
ficamos maiores quando perseveramos. Por que, no final, a
resposta é sempre o amor de DEUS nos alargando. É sempre
a nossa capacidade de amar de novo que vem à tona. Por que
 depois de um tempo, a gente não precisa justificar a sorte com
 o acaso.A gente quase não precisa de sorte.

(Priscila Rôde)


sábado, 28 de abril de 2012

Pelas estradas da vida


"Dou muitas voltas dentro do pouco que sei para justificar
a textura desse novo sentimento. E se fico em mim por tanto
tempo, é porque gosto de um descansar macio. Gosto do que
é imenso mesmo quando ele se revela tão pequeno, mesmo
quando ele é tão mansinho. Dou muitas voltas dentro do muito
que sinto para ampliar as minhas porções de poesia. E se fico
em mim por pouco tempo, é porque estou verdadeiramente
disposta a apagar uma realidade que me anula. Porque gosto
do que é imenso mesmo quando ele é invisível, mesmo quando
machuca. É que quando estou em mim, não tenho tamanho,
 só cresço. E me continuo..."

(Priscila Rôde)

sábado, 14 de abril de 2012

Chegada do Outono


"Não percebi a chegada do outono. Mas eu sentia que estava
embarcando numa nova estação: todas as árvores que (não)
plantei, de repente, estavam nuas. E eu caminhava num tapete
de folhas e flores. Os caminhos também se estreitaram e tive
um sucessão de perdas, ou melhor, tive uma sucessão de trocas.
E assim, como toda pessoa que tem um coração pulsando,
fiquei assustada demais com as mudanças. Mas agora já 
consigo perceber a beleza na nudez de cada uma das 
minhas árvores prediletas. Elas apenas estão trocando
de roupa enquanto eu troco de pele, tamanha 
cumplicidade."

(Marla de Queiroz)

sábado, 31 de março de 2012

A gente precisa aprender a se reinventar


"O tempo, de vento e vento, desmanchou o penteado 
arrumadinho de várias certezas que eu tinha, e algumas vezes 
descabelou completamente a minha alma. Mesmo que isso tenha me 
assustado muito aqui e ali, no somatório de tudo, foi graça, alívio e abertura.
A gente não precisa de certezas estáticas. A gente precisa aprender
a manha de saber se reinventar. De se tornar manhã novíssima depois
de cada noite longa escura. De duvidar até acreditar com o coração
isento das crença alheias. A  gente precisa saber criar espaço, não importa
o tamanho dos apertos. A gente precisa é de um olhar fresco, que não 
envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar 
das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é de deixar de ser
 sobrevivente para, finalmente, viver. A gente precisa mesmo é aprender
 a ser feliz a partir do único lugar onde a felicidade pode começar, 
florir, esparramar seus ramos, compartilhar seus frutos.

Tudo o que eu vivi me trouxe até aqui e sou grata a tudo,invariavelmente.
 Curvo meu coração em reverência a todos os mestres, espalhados pelos meus 
caminhos todos, vestidos de tantos jeitos,algumas vezes disfarçados de dor.

Eu mudei muito nos últimos anos, mais até do que já posso notar,
mas ainda não passei acreditar em acaso."

(Ana Jácomo)